Como reagir a nossos próprios julgamentos?

Como reagir a nossos próprios julgamentos?

Durante a rotina de trabalho realizamos vários tipos de julgamentos: julgamos pessoas, atitudes, acontecimentos. Isso independe da posição hierárquica ou do ramo de atividade que estamos desempenhando. A partir daí, surgem várias dúvidas. Como devemos reagir aos nossos próprios julgamentos? Que atitudes devemos tomar a partir de cada avaliação que fazemos? E como proceder caso reconheçamos que um julgamento foi feito de forma inadequada?

Para a coach e consultora organizacional Sandra Bini, é preciso ser muito criterioso para que as avaliações e julgamentos não ultrapassem os limites éticos. Ela lembra que avaliar e julgar o que se passa é algo que faz parte da natureza humana, mas que é preciso estar atento para não ofender e causar problemas.

“Não devemos julgar sem avaliar a situação com calma e critérios. O ambiente de trabalho é composto por seres humanos e julgamentos vão acontecer. Cada indivíduo tem seu padrão de valores, que é diferente do valor empresarial. Dentro da empresa, determinados julgamentos não são adequados pois vão contra os padrões éticos”, pondera.

A consultora destaca que a preocupação deve girar em torno da preservação do ambiente de trabalho. Por isso, segundo ela, a recomendação é fazer sempre o exercício da empatia, ou seja, se colocar no lugar do outro antes de fazer qualquer avaliação ou julgamento.

“A empatia é extremamente importante em várias áreas de nossa vida. A partir do momento em que você se coloca no lugar do outro, passa a ter uma visão diferenciada de cada situação. A lente com que enxerga as coisas muda. A pessoa fica mais leve para julgar, para poder falar com o outro. A empatia é algo muito bacana que todos devem procurar desenvolver. Não se nasce com ela”, afirma.

“Por isso, ouvir a outra parte é sempre muito importante. E precisamos ouvir na essência, não apenas escutar. É essencial ouvir com atenção, sabendo pontuar o que o outro está dizendo dentro desse processo”, complementa.

E, depois de levar tudo isso em conta, é preciso saber como agir a partir de cada julgamento que fazemos. Por isso, é preciso estar pronto para dar um retorno positivo, permitindo que a outra pessoa se redima caso tenhamos avaliado que algo não foi bem feito.

“O julgamento faz parte da natureza humana de maneira individual, cada pessoa carrega isso com ela. Já o feedback faz parte do trabalho em equipe. Por isso, é preciso oferecê-lo da melhor maneira e também estar pronto para admitir caso tenhamos feito algo inadequado e tentar melhorar”, conclui.

Sandra Bini é coach e consultora organizacional.

Data da publicação: 24/02/2017