Análise SWOT

Análise SWOT e planejamento estratégico

 

Pontos fortes, pontos fracos, oportunidades e ameaças. Em inglês, strenghts, weaknesses, opportunities e threats. Esses quatro pontos são levados em conta na hora de fazer uma das mais conhecidas e importantes análises para basear o planejamento estratégico das empresas. As primeiras letras das palavras no idioma britânico deram origem ao termo análise SWOT.

 

O consultor de empresas, professor e palestrante Emílio Herrero Filho, autor de livros na área de gestão, explica que a análise SWOT, que está longe de ser uma novidade no cenário, é uma abordagem clássica na área do planejamento.

 

“Ela é o bê-a-bá do planejamento estratégico. E é preciso trabalhar o planejamento de forma a dar uma direção para o trabalho da empresa. É importante destacar que a análise SWOT não cobre tudo o que é preciso num processo de planejamento. Muitas empresas confundem o planejamento estratégico com o processo orçamentário anual, e esse é o principal erro cometido”, aponta.

 

O consultor destaca, ainda, que é comum haver confusão na hora da avaliação de cada um dos pontos. É preciso ter em mente que os pontos fortes e fracos são avaliados no ambiente interno da empresa. E, quando olhamos a sociedade e a concorrência, devemos buscar as ameaças e oportunidades.

 

“A SWOT tem que ser amarrada com você, com sua empresa, e também com os concorrentes. Não adianta fazê-la olhando só para si mesmo. É preciso contextualizar com um ou dois concorrentes, pelo menos”, afirma.

 

Herrero explica que a análise SWOT deve ser precedida de uma avaliação de possíveis cenários futuros, pelo menos dois, para verificar quais os temas emergentes do presente que vão construir o amanhã. Sem essa avaliação, a análise SWOT fica comprometida – e a maioria das empresas não a faz.

 

“A análise precisa ser feita por um grupo multidisciplinar. Qual o impacto da mudança tecnológica nos negócios? O empresário pode não entender de tudo o que envolve o seu negócio. É preciso buscar pessoas que entendem do contexto e do cenário econômico nacional e internacional. Precisa envolver os profissionais-chave no processo, as pessoas que vão executar os projetos”, conclui.

 

Emílio Herrero Filho é sócio-diretor da Herrero Consultoria Empresarial. Consultor de empresas com vivência nas áreas de estratégia empresarial e gestão do conhecimento. É professor convidado do curso de pós-graduação da Fundação Instituto de Administração (FIA), responsável pelo módulo de Balanced Scorecard do MBA em Gestão do Conhecimento e do MBA em Varejo (Provar). É autor do livro “Balanced Scorecard e a Gestão Estratégica” (Editora Campus).

Data da publicação: 02/10/2015